O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse terça-feira, após encontro com o presidente do Senado, José Sarney, que a sociedade brasileira precisa se conscientizar de que o combate à corrupção é prioridade.
Gurgel afirmou que o Ministério Público tem investido tempo no exame do processo da Caixa de Pandora, operação da Polícia Federal, realizada em 2009, que culminou com a prisão do então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e revelou vídeo da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) recebendo dinheiro. Ela foi absolvida pela Câmara dos Deputados dia 30 de agosto. Segundo Gurgel, porém, há elementos “muitos fortes” sobre todos os envolvidos.
— Em razão da complexidade, o caso tem-nos tomado tempo. Mas logo o Ministério Público deve oferecer denúncia — disse.
Gurgel também comentou o Regime Diferenciado de Contratações, que flexibiliza as regras de licitação para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. A oposição já ajuizou ações no Supremo Tribunal Federal contra o regime.

Pela imagem da foto, o ministro começou muito bem.Afinal o Sarney é um exemplo de moralidade.Isso é uma piada.
As bizarrices do procurador-geral não param por aí. Na mesma insólita peça acusatória, ele afirma, com a maior cara de pau, que Jaqueline estava recebendo aquele dinheiro como pagamento para dar apoio a José Roberto Arruda em sua candidatura a governador. Será que Gurgel pensa que toda a população de Brasília é idiota? A cena vergonhosa é – diz a própria deputada – de 2006, quando seu pai era governador, e Durval pertencia ao primeiro escalão do Governo (era o presidente da Codeplan). Ninguém ignora que Roriz e Arruda eram inimigos políticos e que o governador lançou o nome de sua vice, Maria de Lourdes Abadia, para concorrer ao Buriti exatamente para se opor a ele. Como, então, dizer que Durval agia a mando de Arruda? Qualquer criança da periferia pode perceber que essa versão de Gurgel não passa de mais uma baita empulhação, parte do circo em que ele é um dos principais protagonistas há muito tempo.