Repórter da TV Globo leva soco, pedradas e tem microfone levado em aldeia indígena

Uma equipe de reportagem da TV Globo foi alvo de pedradas e ameaças nesta segunda-feira (27/9), na área indígena do Noroeste, após irem até o local para fazer uma reportagem com a família do jovem de 15 anos que morreu eletrocutado na sexta (24/9).

A equipe era composta por uma repórter e uma cinegrafista. A entrevista com os parentes da vítima transcorreu de maneira tranquila. No entanto, quando as duas tentavam ir embora no táxi contratado pela emissora, cerca de 30 pessoas entre indígenas e não-indígenas cercaram o veículo.

Uma das pessoas passou a jogar pedras, enquanto uma outra, armada com facão, entrou no carro. Segundo o depoimento, um homem tentou tomar os pertences da equipe, conseguindo roubar um microfone. Ao mesmo tempo, uma mulher teria exigido que o cartão de memória da câmera fosse entregue. Uma das vítimas ainda teria levado um soco no rosto.

O táxi chegou a ser liberado, mas as duas mulheres foram mantidas no local e seriam, de acordo com elas, levadas para um galpão, o que ocorreu por intervenção da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que apareceu instantes depois. As jornalistas informaram que apesar das agressões, não ficaram lesionadas. O caso é investigado pela 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte).

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