Entre os cinco principais candidatos ao Senado no Rio Grande do Norte, um nome parece enfrentar uma situação bem mais complicada: Rafael Motta. Enquanto seus quatro concorrentes possuem bases políticas ou eleitorais claramente identificadas, Rafael tenta encontrar espaço numa disputa cada vez mais polarizada.
Zenaide Maia busca a reeleição na chapa de Allyson Bezerra. Tem mandato, serviços prestados ao Estado e uma estrutura formada por prefeitos e lideranças municipais que trabalham por sua candidatura.
Styvenson Valentim, por sua vez, chega à campanha respaldado pelo desempenho nas pesquisas, nas quais tem figurado entre os primeiros colocados. É um candidato com eleitorado próprio e elevado grau de conhecimento.
Samanda de Lula também possui um argumento eleitoral poderoso. É a candidata do PT, de Lula, de Fátima Bezerra e de Cadu Xavier. Com a campanha polarizada, aposta justamente na identificação com Lula para crescer e buscar uma das duas vagas.
Do outro lado está Coronel Hélio, candidato identificado com a direita e integrado à chapa de Álvaro Dias. Seu caminho também está definido: buscar o eleitor conservador e aproveitar a força desse campo político no Estado.
E Rafael Motta?
É justamente aí que aparece sua maior dificuldade. Sem um campo eleitoral tão claramente delimitado, Rafael tenta buscar votos entre diferentes grupos e enfrenta concorrentes que já possuem bases políticas e eleitorados mais definidos.
Na fotografia atual da campanha, Rafael parece um verdadeiro “peixe fora d’água”. Enquanto Zenaide, Styvenson, Samanda e Coronel Hélio têm argumentos objetivos para acreditar em crescimento, Rafael precisa primeiro encontrar um espaço próprio.
Por isso, entre os cinco, é hoje quem aparenta ter o caminho mais difícil para conquistar uma das duas cadeiras do Rio Grande do Norte no Senado.



