Se alguém estava contando os dias para dizer que a campanha eleitoral está terminando, pode tirar o cavalinho da chuva. Apesar de estar na reta final, a campanha está apenas começando.
Os dias que faltam até a eleição prometem parecer uma eternidade. É agora que os nervos ficam à flor da pele, as estratégias mudam e cada movimento passa a valer muito. E, pelo clima da disputa, ninguém deve esperar delicadeza.
Como diz a sabedoria popular: quem não pode com o pote não coloca a rodilha na cabeça. Quem for fraco, que corra. E quem for podre, que se quebre.
É justamente nesta reta final que deverá aparecer de tudo. Acusações, denúncias, dossiês, vídeos, áudios, histórias antigas ressuscitadas e levantamentos sobre adversários. No meio disso, poderão circular fatos verdadeiros, versões distorcidas e até fake news. Será preciso separar uma coisa da outra.
A tendência é de uma campanha cada vez mais pesada. As pancadas políticas deverão descer da cintura para baixo. Cada grupo vai procurar o ponto fraco do adversário e tentar explorá-lo até o último minuto.
Quem tiver telhado de vidro vai precisar redobrar os cuidados. Quem tiver explicações a dar será cobrado. E quem não estiver preparado para pressão talvez descubra que cerca de 10 dias podem durar uma eternidade.
Portanto, não se engane com o calendário. A campanha entrou na reta final, mas o jogo pesado pode estar somente começando.
Quem não aguentar, corra. Quem for podre, que se quebre.




