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Quem é Styvenson Valentim? É a mesma coisa dos outros

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O senador Styvenson Valentim (Podemos), candidato à reeleição, chega à campanha de 2026 exibindo uma postura bem diferente daquela que ajudou a construir sua imagem política no Rio Grande do Norte. O parlamentar que já fez duras críticas ao Fundo Eleitoral agora recebeu R$ 3.811.887,03 do próprio Fundão para financiar sua campanha — exatamente o teto de gastos permitido para a disputa ao Senado no Estado.

A contradição política chama atenção porque não se trata apenas de uma imagem atribuída ao senador. Em 2019, no plenário do Senado, Styvenson criticou publicamente o Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Na eleição de 2018, quando conquistou o mandato, sua campanha declarou apenas R$ 44,5 mil em receitas e não utilizou recursos do Fundo Eleitoral.

O Styvenson de 2026 é outro. Saiu de uma campanha de R$ 44,5 mil em 2018 para receber, de uma só vez, mais de R$ 3,8 milhões de dinheiro público destinado ao financiamento eleitoral. O que antes era alvo de críticas agora banca sua própria tentativa de permanecer no Senado.

Há ainda outro ingrediente político: sua primeira suplente é Kelly Valentim, sua irmã. A composição está registrada na candidatura ao Senado, tendo Milena Galvão como segunda suplente.

Não existe irregularidade simplesmente em receber recursos do Fundo Eleitoral ou indicar a irmã como suplente. A questão levantada é outra: a coerência entre o discurso que projetou Styvenson na política e as escolhas que ele faz agora.

E é justamente daí que nasce a pergunta que começa a ganhar força na campanha: afinal, quem é esse novo Styvenson Valentim que o Rio Grande do Norte está conhecendo somente agora?

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