A ofensiva da presidente Dilma contra os bancos privados gerou uma disputa dentro do próprio governo, informa reportagem de Valdo Cruz e Sheila D’Amorim, publicada na Folha deste domingo.
Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal passaram a trocar farpas nos bastidores e protagonizaram uma “corrida” pelo posto de líder no corte de juros, com anúncios seguidos de reduções.
O BB acusa a Caixa de ser agressiva demais e assumir risco excessivo com os cortes de juros em suas principais linhas de crédito.
Do lado da Caixa, a resposta é que o BB teme perder espaço comercial e está pressionado pelo Palácio do Planalto por conta de sua posição “conservadora” ao iniciar o processo de redução de suas taxas de juros.
Na avaliação de um assessor presidencial, a Caixa aposta que o crescimento de suas operações e do número de clientes será mais do que suficiente para cobrir os cortes que estão sendo efetuados, sem gerar pressões por recursos do Tesouro.



A redução foi muito drástica.
E acho que o mercado é quem deve regular isso.
O que o governo tem que fazer é controlar os gastos públicos, reduzir a dívida interna, que está assustadoramente alta.
Reduzam-se:
– o número de Ministérios;
– os cargos na segundo e terceiro escalões;
– no Judiciário;
– no Congresso, nas Assembléias Legislativase Câmaras Municipais.
E por aí vai…
Será que é preciso um novo Castello Branco pra fazer isso?
A redução não foi drástica coisa nenhuma e os juros no Brasil ainda estão entre os maiores do mundo. Me aposentei recentemente do BB e sei que somente com a cobrança de tarifas, o banco arrecada recursos suficientes equivalentes a três vezes o valor de suas despesas administrativas. Ou seja, o banco paga toda a sua folha de pessoal e custos administrativos somente com tarifas e ainda sobram duas vezes esse valor, sem falar dos juros. Daí os lucros exorbitantes do BB nos últimos anos.