
O economista da Confederação Nacional do Comércio, Bens e Serviços (CNC), Fábio Bentes, explica que, além do número absoluto de endividados, é preciso estar atento às causas do endividamento das famílias.
“A gente costuma dizer que o aumento do endividamento em si não é um grande problema, porque é através do endividamento que grande parte da população consegue consumir certos produtos”, explica o economista. “No momento atual, no entanto, ele se torna muito negativo, porque sabemos que boa parte dessas dívidas não são para consumo, e sim para pagamentos de contas do dia a dia. É muito preocupante”, completa.
Outro índice que também deve se agravar ao longo dos próximos meses é o da incapacidade das famílias de pagarem às dívidas.
Hoje, o número representa 7,5% do total de inadimplentes, um universo de cerca de 19,4 mil pessoas. É o número mais baixo da série histórica, e que deve voltar a crescer nos meses subsequentes, graças às reduções de salário e demissões.
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