
A decisão do prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, de retirar o apoio a Samanda de Lula (PT) para o Senado e declarar voto em Zenaide Maia (PSD) aprofunda um rompimento político que já vinha sendo desenhado desde que o gestor decidiu apoiar Allyson Bezerra para o Governo do Estado. Agora, a aliança política com o PT parece ter chegado ao fim.
Diante desse cenário, surge uma cobrança dentro do debate político caicoense: os integrantes do PT que ocupam cargos de confiança e funções comissionadas na Prefeitura deveriam ter a decência política de pedir exoneração.
A coerência seria também uma demonstração de solidariedade à governadora Fátima Bezerra e ao projeto eleitoral defendido pelo partido. Afinal, Dr. Tadeu não apoia o candidato petista ao Governo e, agora, também retirou o apoio de Samanda de Lula ao Senado. Há poucos dias, o próprio prefeito ainda percorria as ruas de Caicó pedindo votos para Samanda.
Se os caminhos políticos se separaram, não parece coerente manter a antiga composição administrativa como se nada tivesse acontecido. O PT de Caicó precisa decidir se permanece ocupando espaços na gestão ou se assume politicamente o rompimento e segue seu próprio caminho.
Na política, aliança pressupõe reciprocidade. Sem ela, manter os cargos passa a ser uma contradição que o próprio PT terá de explicar.


