Procurador-geral da República critica fim de doações privadas para eleição

janot globo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é contra a proibição de empresas de doarem para as campanhas eleitorais, posição defendida pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em julgamento interrompido em abril. Para o chefe do Ministério Público da União, em vez de reduzir a influência do poder econômico sobre as eleições e a máquina pública, a restrição pode estimular o financiamento irregular de campanhas.

Em entrevista ao Congresso em Foco, uma das raras concedidas por ele desde que assumiu o cargo mais importante do Ministério Público brasileiro, Janot diz que o caminho mais eficaz contra a corrupção eleitoral é garantir transparência às doações e reforçar o controle sobre elas.

“Sou cético quanto a essa visão de que evitar o financiamento privado diminui o caixa dois. A tendência é o contrário. Não defendo a exclusão do financiamento eleitoral privado. A gente pode caminhar para um sistema que não o exclua, um sistema misto que permite o financiamento público e privado, mas com controle mais eficaz”, afirma.

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