O processo para investigar o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia, que não registrou em seu nome uma casa avaliada em R$ 5 milhões, acaba de ganhar novo relator no Tribunal de Contas da União. Trata-se de Raimundo Carreiro, também ex-secretário-geral do Senado, que trabalhou com Agaciel por mais de uma década.
A esposa de Carreiro esteve subordinada a Agaciel até o STF editar a súmula antinepotismo. Por sua vez, a mulher de Agaciel foi chefe-de-gabinete de Carreiro.
A substituição ocorreu no dia 24 passado, depois de o processo permanecer 22 dias no gabinete de Aroldo Cedraz, inicialmente designado para examinar o caso.
O caso Agaciel não será o único referente ao Senado a desaguar na mesa de Raimundo Carreiro. Os ministros do TCU têm uma lista de unidades jurisdicionadas. Ou seja, todos os casos referentes a certos órgãos são destinados à mesma pessoa. Carreiro cuida do Senado.
A primeira análise dos técnicos aponta para a conclusão de que Agaciel tinha dinheiro para comprar a casa. Como o Senado fez só esta pergunta ao TCU, a tendência é arquivar o caso.
Fonte: Folhaonline




Repetindo caso não tenha sido recebido por seu ótimo blog:
Nada como um dia atrás do outro… essa matéria da Folha de S.Paulo de hoje nada mais faz que colocar a questão em pratos limpos, limpíssimos, e confirmar o que todos os que conhecem Agaciel Maia já sabiam: ele é inocente em todo essa situação e foi usado como bode expiatório para a guerra travada no Senado entre os que disputavam a presidência do Senado em fevereiro último. Assim, a reportagem que insinuava estar Agaciel “escondendo” sua residência, em claro tom sensacionalista não resistiu a um exame mais profundo por parte do Tribunal de Contas da União (TCU). Aquela reportagem alegava que a casa não era declarada à Receita Federal, afirmava que Agaciel não disporia de recursos financeiros para adquiri-la e que na época Agaciel se encontrava com seus bens bloqueados pela Justiça. Pois bem, feitas as auditorias do TCU, ficou sobejamente comprovado que: (1) Agaciel apresentou suas declarações de Imposto de Renda dos anos 1996 até a última de 2008 e nestas a casa se encontrava sim declarada; (2) Agaciel possuía recursos financeiros em 1996 para adquiri-la conforme é comprovado pelos auditores do TCU e, finalmente (3), Agaciel não estivera (nem nunca esteve) com seus bens bloqueados pela Justiça. Assim, meu caro Xerife, vemos como é fácil no Brasil do denuncismo de hoje atacar a honra das pessoas com todo tipo de munição artificialmente criada e depois, após não se verem quaisquer das acusações comprovadas, por órgão idôneo como o é o Tribunal de Contas da União, divulgar a notícia sem qualquer tipo de estardalhaço, pelo menos à altura do escarcéu feito quando da denúncia! Ressalte-se ainda que ao longo desse processo de desconstrução de imagem, Agaciel tem se portado com a dignidade e a serenidade que sempre o caracterizou. Começa, finalmente, a ser feito justiça a um brasileiro a quem muito o Brasil deve e a quem coube modernizar o Senado Federal, caixa de ressonância da democracia em nosso país.