Na semana passada, o ex-prefeito de Mossoró e hoje pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, afirmou em entrevista que havia resolvido os problemas da Previdência do município quando estava na gestão. A declaração, porém, passou a ser confrontada por críticas após a aprovação, pela Câmara Municipal, de um novo parcelamento de débitos previdenciários, estendendo o pagamento por até 25 anos. O detalhe é que a votação ocorreu de forma acelerada, sem maior debate público.
O episódio reacende o debate sobre a situação fiscal deixada pela gestão de Allyson e coloca em dúvida a narrativa de que a questão previdenciária estaria definitivamente equacionada. Ao transferir o pagamento da dívida para um longo período, a discussão passa a ser se houve solução do problema ou apenas o adiamento de sua quitação.
Além da discussão sobre a previdência, Allyson Bezerra também enfrenta problemas em outras frentes. Seu nome aparece em ações e investigações judiciais, incluindo a repercussão da Operação Mederi, tema que segue sendo objeto de apuração pelas autoridades competentes. Até o momento, essas investigações não resultam, por si sós, em condenação definitiva, e a análise dos fatos permanece sob responsabilidade da Justiça.
Para quem pretende governar o Rio Grande do Norte, episódios como esses tendem a fazer parte do debate público sobre a gestão administrativa e a capacidade de enfrentar problemas estruturais sem transferir seus efeitos para as futuras administrações.

