Apesar de o prefeito que está de saída, João da Costa (PT), afirmar que está deixando Recife em boa situação financeira — com R$ 4 bilhões em caixa —, o seu sucessor, Geraldo Julio de Mello (PSB), afirmou ontem que o ano será de dificuldades e já deu início a medidas de contenção: extinguiu 632 cargos comissionados, entre os 2.791 que encontrou na capital pernambucana. Para o socialista, a folga não é tão grande como a apregoada pelo seu antecessor, que está entregando a cidade com ruas e praças entulhadas de lixo.
“O cenário fiscal da prefeitura é muito duro e não é diferente das outras capitais e de outros municípios brasileiros. O prefeito provavelmente se refere a contratos e negociações em andamento, para captação de recursos. Na realidade, o quadro fiscal é muito duro, de muito aperto fiscal, e vai ser um ano de muita luta para fazer investimento”, previu em entrevista a’O Globo.

Fica a dica, quem entrou e pensa em meter a mão no dinheiro público pode se despedir do mandato antes do tempo, em relação a medida está de parabéns, enxugando literalmente a máquina.