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Prefeito de Janduís sai em defesa de projeto de João Maia que obriga médicos prestarem serviços ao PSF

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salomao-gurgel-de-camisa-vermelhaO prefeito de Janduis, Salomão Gurgel, PT, saiu em defesa do projeto de lei apresentado à câmara federal pelo deputado seridoense, João Maia, PR, que obriga os médicos graduados em instituições de ensino superior pública a atuar em programa federal de atenção básica a saúde. A justificativa do deputado para criar a lei está na deficiência que os municípios sentem em formar equipes para trabalhar no Programa Saúde da Família. A maioria dos médicos prefere outros caminhos.

Salomão Gurgel disse que paga atualmente o salário de R$ 12 mil reais a um médico do PSF. Os médicos estão “refugando” o salário e indo embora da cidade. Estou aumentando para R$ 14 mil reais o salário. Tudo isso para saber se existe alguém disponível, pois a dificuldade é grande. Por isso sou a favor dessa obrigatoriedade como deseja o projeto de João Maia, disse Salomão.

16 comentários em "Prefeito de Janduís sai em defesa de projeto de João Maia que obriga médicos prestarem serviços ao PSF"

    Licínio (site)
    09/12/2009 às 10:26

    Olá, Robson. O projeto do deputado João Maia está nos moldes daquilo que deveria estar há décadas no nosso país. Atualmente estamos carentes de profissionais nos postos de atendimento básico. Com este projeto parte da problemática saúde pública versus pacientes será relativamente amenizada, ou seja, teremos médicos atendendo de manhã e tarde todos os dias da semana. Em suma, o projeto vem em boa hora, além de ocasionar grandes transformações nos anos vindouros. No contexto um médico ser obrigado a trabalhar durante um ano, se gratuito ou remunerado, salientamos que isto é demanda dos próprios meios de ensino superior, conforme aquele lema que nunca compreendi em sua plenitude: ensino, pesquisa e extensão. Isto significa dizer que as universidades públicas são responsáveis em buscar métodos aplicáveis ocasionando assim um retorno direto e prático à sociedade que mantém estes centros através dos impostos que contribuimos, são descontados e repassados para o governto tudo que fazemos e compramos. Note que estou adentrando num outro contexto polêmico – ensino público gratuito – muito mal propagado. Gratuito sabemos que não é, pois precisa de grandes quantias em dinheiro para manter estas instituições e somos nós brasileiros que bancamos todas as despesas antecipadamente através de impostos e taxas. Ensino público também não é porque nem todos os estudantes têm acesso as universidades brasileiras. Abraço.

    91594
    Guaxinin (site)
    09/12/2009 às 10:51

    Sabemos que no Brasil o último ano de medicina geralmente é o chamado internato onde o estudante e acompanhado por um professor justamente para ter os primeiros contato com a clínica. Sé o médico recém formado for para o interior nunca mais ele vai passar numa residência médica que é um concurso mais concorrido que o próprio vestibular, não sei se o doutor salomão passou por isso, pois pelo que sei na época dele não fez nem vestibular ia para URSS e entrava direto no curso de medicina e não sei se ele tem residência médica em instituição reconhecida pelo Governo federal. Já pagamos uma alta carga tributária educação e saúde é dever de estado.

    91598
    Guaxinin (site)
    09/12/2009 às 10:54

    Há de lembrar que já existe o serviço militar obrigatório, Projeto Rondom e outros meios que o médico tem para ajudar a população, não precisa de mais lei para fazer politicagem com já anda sendo divulgado nas emissoras.

    91600
    pluto
    09/12/2009 às 12:46

    também lá o kra trabalha simplesmente 120h/semana!!! e gasta R$2000 de manutenção de carro!!!

    91607
    pluto
    09/12/2009 às 13:07

    salomão, diminua a carga horária a metade e pague a metade q vc arruma médico!! querer forçar o kra a trabalhar quase todo dia em esquema de plantão 24h não dá!! na verdade o dinheiro passa a ser supérfuluo, pois não há tempo para gastá-lo!!!

    91610
    pluto
    09/12/2009 às 13:13

    tb existe mais um detalhe que os consultores jurídicos dos senhores proponentes atropelam com essa medida. o PSF prevê o vínculo c/ a população, e não uma meia boca provisória pra mudar todo ano!!! vcs querem médico nos PSF??? O governo federal prevê um estímulo de 30 mil reais por ano a prefeitura que receber médico residente em medicina da família!! abram vagas em suas prefeituras para residentes em medicina da família que terão uma ajuda financeira para estrutura física e pra pagar os salários em dia e dignos!!!

    91612
    Francisco Brito
    09/12/2009 às 13:14

    Nossa! que bacana! Descobrimos a roda!
    Parabéns ao Licínio;
    Concordo, em parte, com seus sábios esclarecimentos, no entanto, tenho uma grande preocupação:
    Sabemos que na saúde pública; e apenas na saúde pública, uma vez que os patrões na iniciativa privada fiscalizam muito bem os seus empregados, pelo menos nas grandes cidades brasileiras, é comum os médicos assinarem o ponto, receberem seus salários e, pasmem! Não prestar o devido serviço, ou seja, não aparecerem no trabalho.
    Quem assegura que estes médicos irão realmente prestar o devido serviço público? Não vamos falar em serviço gratuito até pelo fato de que ninguém pode ser obrigado a trabalhar de graça, mesmo sendo oriundo do ensino público, é balela e politiquice de alguém que tente aprovar um projeto nestes moldes. Ressalvada a hipótese de, a partir de uma nova Lei seja pré-requisito aos que ingressarem no ensino público superior, aceitar tais condições.

    91613
    Max Azevedo - Caicó-RN
    09/12/2009 às 14:01

    Caro Róbson, nem ná época das ditaduras brasileiras ninguém foi obrigado por lei, nem mesmo forçado a exercer suas atividades científicas, imagine hoje quando a liberdades é a tônica de qualquer estado democrático. Nossa Constituição Federal no seu capítulo dos Direitos Individuais no Art. 5º diz que todos são iguais perante a Lei. É livre a expressão da atividade…científica… Não sou médico, não tenho parente nem aderente médico, muito menos cursando faculdade de medicina, más não concordo em “obrigar” alguém a exercer uma função na qual esta pessoa não queira ou interesse, a isso dár-se o nome “escravidão”. A única obrigatoriedade que nós estamos sujeitos é ao serviço militar, por questões de soberania. É muitíssimo importante que o Dep. João Maia, inclua nas sanções desta lei, além das penas de humilhação pública e prisão, o castigo de “CHIBATADAS” em praça pública em que o meliante médico recém-formado, que se recusou a executar trabalhos forçados, após 10 dias amarrado no pelourinho seja submetido a 1000 chibatadas ou até quando os 10 carrascos se revezando aguentarem. Ninguém é obrigado a trabalhar mesmo que o salário oferecido seja alto. as escolhas são individuais.

    91617
    Tomaz
    09/12/2009 às 15:18

    Esse projeto é uma palhaçada, obviamente feito por palhaços e estimulados por palhaços que acham que os médicos são palhaçõs…

    Onde já se viu numa democracia se obrigar um profissional liberal a trabalhar em algum canto?

    ô Salomão se tá achando ruim, larga de ser Prefeito e vá ser o médico pra ajudar seu Município, ou eh melhor o cargo de Prefeito??

    Tah ganhando quanto na prefeitura?

    91627
    Francisco Brito
    09/12/2009 às 15:52

    Eu entendo que o profissional quando ingressa no serviço público, ou mesmo em uma empresa privada, seja por concurso público ou no caso dos profissionais de saúde através de contratos emergenciais e temporários, sabem perfeitamente de quanto será sua remuneração e, tem o sagrado direito de aceitar ou não. Quanto ao profissional liberal, entendo que só é assim denominado os que desempenham seu mister em seus escritórios ou consultórios, perdendo esta condição quando se submetem a condição de empregado, seja público ou privado.
    NINGUÉM É OBRIGADO TRABALHAR GRATUITAMENTE, DA MESMA FORMA QUE NÃO PODE RECEBER POR UM TRABALHO QUE NÃO PRESTOU.

    91634
    Max Azevedo - Caicó-RN
    09/12/2009 às 19:47

    Mesmo remunerado, ninguém está obrigado a fazer absolutamente nada, muito menos exercer suas atividades profissionais. exceto se a escravatura seja reestabelecida no Brasil, para desespero da Princesa Isabel.

    91667
    Discipulo de Cornetinha
    09/12/2009 às 22:05

    Vamos fazer o mesmo para os defensores públicos, juízes e promotores públicos, que não existem na maioria das cidades do nosso país. Por quê só médicos? Há condições de trabalho, progressão na carreira e estabilidade? ou devem trabalhar à mercê da boa vontade política do prefeito e do deputado?

    91695
    Francisco Brito
    09/12/2009 às 22:41

    Entendo que quem presta um concurso público, ou seja, entra no serviço público pela porta da frente têm todo o direito de defender seus interesses, exigir um salário compatível, plano de carreira, condições dignas de trabalhos etc., no entanto, quem entra por apadrinhamento político tem que viver a mercê da vontade da politicalha.

    91702
    DEVOTO DE SANT'ANA
    10/12/2009 às 21:04

    Não somos deste mundo, nosso reino não é deste mundo e tudo são dons divinos.
    É como está escrito na parábola dos talentos, cada um recebe os seus talentos e deve desenvolvê-los e exercê-los em benefício da sociedade, notadamente dos mais precisados.
    Lógico que precisa-se de remuneração, de salário pra se viver com dignidade, mas isso não o principal. O Principal é o bem comum.
    E isso vale tanto pros médicos, como pros clérigos e para qualquer profissional.
    Lembremo-nos da velha lei tão conhecida: A CADA AÇÃO, CORRESPONDE UMA REAÇÃO.

    91809
    DEVOTO DE SANT'ANA
    10/12/2009 às 21:06

    Complementando:
    QUEM AINDA NÃO OUVIU FALAR DA LEI DA AÇÃO E REAÇÃO, PROCURE INFORMAR-SE.

    91810
    pluto
    11/12/2009 às 09:21

    Robson. Basta de picaretagem. Se a maioria não sabe, a UFRN ja dispõe de um Programa de extensão universitaria que comtempla os PSFs. Basta, tambem, a obrigatoriedade do serviço militar. A real situação dos PSFs é que os profissionais médicos trabalham em pessimas condições, sem meios de diagnóstico, unidades de internamento, medicamentos de baixa eficácia adquiridos de laboratórios picaretas, fornecedores de propinas. Os gestores não querem dar contrapartida, pelo contrário, querem tirar. Nós profissionais temos que atender ate 60 pacientes numa manhã, além de plantão nos finais de semana. Não existe nenhum plano de carngo e salários, nem FGTS, férias etc,etc.Os contratos são anuais sem nenhuma estabilidade e temos que fazer o jogo político. Ainda mais, dos salarios contratados dexconta-se 27,5% de IR, 5% de ISS e 11% sobre 10 sálarios mínimos para o INSS. O projeto do deputado João Maia deveria ser para federalizar o PSF, com curso público, como o antigo SESP. O que existe é um bando de gestores picaretas e checheros. Tenho dito.

    91839

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