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PL abre o cofre para Bispo Paulo Luiz: por que candidato que nem aparece nas pesquisas recebeu R$ 1,2 milhão?

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PL abre o cofre para Bispo Paulo Luiz: por que candidato que nem aparece nas pesquisas recebeu R$ 1,2 milhão?

A distribuição do Fundo Eleitoral do PL no Rio Grande do Norte está chamando atenção pela enorme diferença entre os valores destinados aos candidatos a deputado estadual. Enquanto parlamentares já conhecidos do eleitorado receberam R$ 350 mil cada, Bispo Paulo Luiz, nome ainda pouco conhecido no cenário político potiguar, foi contemplado com nada menos que R$ 1,2 milhão.

De acordo com os dados da prestação de contas eleitoral apresentados, foram dois repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), feitos pela Direção Nacional do PL no dia 25 de agosto: um de R$ 1 milhão e outro de R$ 200 mil.

A diferença provoca uma pergunta inevitável dentro da própria nominata: o que levou a direção nacional do PL a entregar R$ 1,2 milhão a um candidato que sequer aparece com destaque nas pesquisas, enquanto nomes conhecidos e com mandato receberam apenas R$ 350 mil?

O tratamento é, no mínimo, privilegiado. Bispo Paulo Luiz recebeu mais de três vezes o valor destinado a esses deputados e já dispõe de aproximadamente 94% do teto de gastos informado para uma candidatura à Assembleia Legislativa, de cerca de R$ 1,27 milhão.

Pode existir uma estratégia eleitoral do partido para justificar tamanho investimento. Mas, diante de uma diferença tão grande, cabe ao PL explicar quais critérios políticos e eleitorais foram utilizados. Afinal, para um candidato praticamente desconhecido do grande público potiguar, veio dinheiro — e veio muito dinheiro.

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