- Gestão de Marina Trindade é questionada diante de gastos elevados e queixas da população
Os números não mentem. Estão nos portais de transparência. A cidade de Pedro Avelino, administrada pela prefeita Marina Trindade, já teria desembolsado cerca de R$ 1,5 milhão em 2025 apenas com medicamentos e insumos de saúde.
Para a realidade de um município de pequeno porte, trata-se de um valor robusto. Em tese, suficiente para manter as unidades abastecidas, garantir remédios básicos e assegurar atendimento digno à população.
Mas a teoria não está batendo com a prática.
Moradores relatam falta de medicamentos simples, receitas que não são atendidas e idas e vindas às unidades de saúde sem solução. A pergunta que ecoa nas ruas é direta: onde estão os medicamentos?
Se o dinheiro saiu dos cofres públicos, o resultado deveria estar nas prateleiras das farmácias básicas. Quando o gasto é milionário e a reclamação é diária, a gestão precisa explicar — com clareza, documentos e transparência.
A prefeita precisa sair da zona do discurso e entrar no campo das explicações objetivas. Se há estoque, por que falta na ponta? Se não há falta, por que a população insiste em relatar escassez? Houve falha na distribuição? Problemas na logística? Planejamento inadequado?
R$ 1,5 milhão não é troco. É dinheiro público. E dinheiro público exige resultado visível.
Enquanto a conta oficial mostra cifras elevadas, a realidade narrada pela população aponta prateleiras vazias. E quando número e realidade não conversam, a responsabilidade é de quem administra.

