O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro João Otávio de Noronha, disse que falta “seriedade” ao pedido do PSDB para a realização de uma auditoria especial no resultado da eleição presidencial. Para o ministro, os tucanos não apresentaram fatos que justifiquem a criação de uma comissão para investigar a apuração. Em entrevista aos jornais Folha de S. Paulo e O Globo, João Otávio afirmou que a iniciativa dos tucanos arranha a imagem do processo eleitoral e democrático do país e enfraquece a oposição, apesar de sua votação expressiva nas urnas.
“O problema é que não estão colocando em xeque uma ou duas urnas, mas o processo eleitoral. É incabível. Se você colocar em xeque o sistema eleitoral, aponte o fato concreto que vamos apurar”, cobrou o corregedor em entrevista à Folha. O corregedor afirmou que o Brasil não é a Venezuela ou a Bolívia e que não acredita que o pedido tenha partido do candidato derrotado, Aécio Neves (PSDB). “Não somos a Venezuela, a Bolívia. O Brasil é um país democrático e temos uma Justiça Eleitoral democrática. Não acredito que o Aécio esteja por trás disso. É muito negativo para a imagem do processo eleitoral e para o processo democrático. Estão questionando o próprio processo, ao insinuar que ele está viciado. Sou corregedor: que me apontem o erro, os vícios”, criticou, em declaração ao Globo.

