
Com a chegada das vacinas e o relaxamento das restrições em alguns países do mundo, milhões de pessoas no mundo anseiam pela chance de poder viajar novamente.
Durante 2020, a pandemia de covid-19 a grande maioria dos países fechou fronteiras e limitou ao máximo a entrada de turistas. Neste ano, com a descoberta de variantes do coronavírus, o período de restrições foi ampliado e novas medidas foram tomadas para controlar o número de casos da doença.
Para tentar voltar à normalidade aos poucos, alguns países adotaram formas de controle para comprovar quem alguém está saúdavel para viajar e que pessoas contaminadas não cruzem a fronteira.
Na União Europeia, a criação de um passaporte sanitário permite que cidadãos europeus que já foram imunizados viagem pelo bloco livremente. O governo da China monitora o deslocamento de pessoas com uma espécie de passaporte regional. Em Israel, quem estiver vacinado pode voltar a frequentar cinemas, teatros e outros locais com pequenas aglomerações.
Os passaportes sanitários para covid-19 vão “conter informações sobre dados de saúde do viajante”, explica o professor de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, Fernando Aith. Com essas informações em mãos, o viajante consegue garantir para as autoridades do país de destino que ele está imune e seguro para viajar.
O foco do documento vai ser informar se a pessoa foi vacinada e com qual imunizante, mas pode reunir também todo o histórico de saúde. “Pode falar se você já teve ou não covid-19, se fez testes e quando foram feitos, quais os resultados, o tipo [PCR ou de anticorpos] e em qual instituição, se você já tomou a vacina”, lista o especialista.



