
Centro Democrático, Progressistas, Patriotas, MDB, Livres, Democracia Cristã e Avante. O desgaste da representação político-partidária criou uma tendência na qual as siglas trocam nomes por “slogans” e ideologias por “marcas”. O objetivo é se distanciar da palavra “partido” e apresentar palavras de ordem, que correspondam aos anseios da população.
Na avaliação do professor da Universidade de Salamanca (Espanha) Carlos Manhanelli, especialista em marketing político, trata-se de uma “renovação de marca”. “O principal motivo dessas mudanças é escamotear o desgaste nas siglas. No Brasil, os partidos perderam a ideologia há muito tempo. A mudança de denominação acompanha essa falta de ideologia. Vira apenas uma marca”, afirma.
Muitas das novas siglas seguem a tendência de não apenas mudar o nome, mas tirar o “P”, de partido, para se distanciar desse conceito. “O Avante, do PT do B, dá uma ideia de o País avançar, ir em frente. Palavras de ordem acabam tendo impacto na opinião pública. Não são novos nomes de partidos, são slogans”, diz Manhanelli.
Estado de São Paulo


