Notas

Partidos demais, reforma de menos

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No início dessa nossa atual experiência democrática, quando acabou o bipartidarismo e partimos para o pluripartidarismo, fazia todo sentido o espectro político-ideológico que se formou. Se não vejamos, da direita para a esquerda:

O PDS, herdeiro da antiga Arena, era o representante da direita ultranacionalista que comandou o país no autoritário regime militar. O PFL e o PL surgiam como representantes do novo modelo de direita moderna, de concepção econômica neoliberal que despontava no mundo naquele início dos anos 1980. O PP de Tancredo Neves era a representação dos que eram politicamente conservadores, mas defensores da democracia. O PMDB, herdeiro do antigo MDB, típica agremiação de centro, filha do velho PSD anterior à ditadura. O PSDB trazia para o país os conceitos da social-democracia parlamentarista europeia. O PSB vinha em seguida propondo o modelo dos partidos socialistas democráticos também da Europa. Os partidos comunistas, PCB e PCdoB, representavam as diferenças de concepção de seu modelo após a revisão feita na União Soviética por Kruschev. O PDT como representante do trabalhismo getulista. O PT legenda do novo sindicalismo surgido depois das greves do ABC e da nova esquerda que buscava se desvincular dos velhos partidos comunistas, forjada nas academias e na Igreja Progressista.

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