Notas

Os problemas de Iberê estão só começando

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Os problemas de Iberê estão só começandoNão sei por que, mas algo me diz que os problemas do quase governador Iberê Ferreira de Souza estão apenas começando.

A transição, as mudanças de conceitos e de pessoas, a resistência dos que não querem desencarnar de jeito nenhum, as intrigas velhas e novas, as necessidades de recursos, a urgência em formar uma cara para o governo, a formação das alianças para a sustentação política e a burocracia.

A pressa de alguns que chegam em se acertar, os operadores de plantão, os esqueletos nos armários dos que saíram, a ameaça do duplo comando ou de um comando paralelo, a desobediência civil de alguns setores, as greves, a pressa em esquentar o cafezinho, os novos bajuladores e os viciados em bajulação, os militantes da intriga.

As comparações de passado e presente, as afinidades falsas e recentemente adquiridas, os falsos profetas e os formuladores de idéias geniais, os incomprendidos, os desasistidos, os que não mereceram nenhuma atenção anterior, os desgostosos, os credores, novos e antigos, os milagreiros, os conselheiros.

O abraço falso, o olhar de inveja, o desejo mórbido de que tudo dê errado, o especialista em rádio ou quimioterapia, o voto fiel e o voto maleável, os parentes distantes que se aproximam, os sinceros de alma e coração (minorias).

Toda vida ouvi dizer que Iberê é do ramo.

O teste agora é um desafio.

Alívio, mas alívio mesmo, ele terá no contato com o povo.

Essa é a vitamina que alegra e revigora todo candidato.

Por Ricardo Rosado de Holanda

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