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Os inocentes prefeitos de Mossoró e Ielmo Marinho

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Os inocentes prefeitos de Mossoró e Ielmo Marinho
  • Prefeitos do RN recorrem ao mesmo argumento: negam culpa enquanto os fatos avançam

Preso em flagrante durante uma operação policial na manhã desta quarta-feira (28), o prefeito de Ielmo Marinho, Fernando de Canto de Moça, tratou de divulgar nota por meio da assessoria afirmando surpresa com a diligência judicial e negando qualquer relação dos fatos investigados com a atual gestão municipal. Segundo ele, as apurações dizem respeito a episódios de meados de 2023.

O detalhe que pesa é que Fernando foi preso por embaraço à investigação e ocultação de provas, ao tentar se desfazer de dinheiro e de um celular no momento do cumprimento dos mandados. A Polícia apreendeu R$ 60 mil em espécie, o que, por si só, desmonta a narrativa de tranquilidade apresentada na nota oficial.

O discurso lembra, em muitos pontos, o adotado pelo prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, que não foi preso, mas é investigado por órgãos federais e também afirma não ter “culpa no cartório”. Em comum, os dois casos revelam um roteiro conhecido: surpresa, negação absoluta de responsabilidade e tentativa de desvincular os fatos da gestão pública.

Os inocentes prefeitos de Mossoró e Ielmo Marinho

A pergunta que fica, e ecoa nos bastidores políticos do Rio Grande do Norte, é simples e direta: se não há culpa no cartório, se tudo não passa de um equívoco, por que então houve investigação, operação policial e, no caso de Ielmo Marinho, prisão em flagrante? A retórica da inocência pode até servir para notas oficiais, mas dificilmente explica a gravidade dos fatos apurados.

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