- Cerco continua se fechando contra Allyson Bezerra após gravações citarem Prefeitura de Mossoró como base financeira de suposto esquema milionário na saúde
O rolo compressor continua pesado pra cima do ex-prefeito de Mossoró e candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra. A cada novo detalhe revelado pela investigação da Operação Mederi, o cerco parece se fechar ainda mais em torno do nome do ex-gestor mossoroense.
Agora, gravações obtidas pela Polícia Federal revelam que a Prefeitura de Mossoró teria sido tratada como o verdadeiro “pulmão financeiro” de um suposto esquema milionário envolvendo contratos de medicamentos no Rio Grande do Norte. Segundo os investigadores, empresários ligados à distribuidora Dismed afirmaram em áudios que a sustentação financeira da estrutura investigada dependia diretamente dos contratos firmados com a gestão municipal de Mossoró.
Os empresários Oseas Monthalggan e Raimundo Wandecy aparecem citados nas apurações conduzidas pela PF. De acordo com os autos, entre 2021 e 2025, a Prefeitura de Mossoró teria repassado mais de R$ 13,5 milhões à empresa investigada, valor que corresponderia a cerca de 59% de todo o faturamento sob investigação.
A investigação também aponta suspeitas de divisão de recursos entre lucro e supostas propinas. Em um dos trechos citados, há referência a repasses de até 15% destinados ao que os envolvidos chamavam de “o homem”, expressão que, segundo a interpretação da Polícia Federal, faria alusão ao então prefeito Allyson Bezerra.
Enquanto a defesa dos empresários questiona as medidas cautelares determinadas pela Justiça, a Prefeitura de Mossoró já declarou anteriormente que todos os contratos seguiram critérios legais e regulares. Mesmo assim, nos bastidores políticos do Rio Grande do Norte, a avaliação é que o desgaste político sobre a pré-candidatura de Allyson cresce na mesma proporção em que surgem novos elementos da investigação.




