- Administrar um Estado é bem diferente de comandar a folia

Criador do bloco carnavalesco “É Pequeno Mas Cresce”, Paulinho Buda parece ter encontrado no sucesso da folia sua principal credencial para voos mais altos. O problema é que, nos bastidores, já tem gente ironizando a ideia de que organizar um bloco de Carnaval seria suficiente para credenciar alguém a governar um Estado inteiro.
A pergunta que ecoa fora do circuito da festa é simples e direta: quem é Paulinho Buda para o eleitor do Rio Grande do Norte? Quantas vezes disputou eleição? Que papel efetivo já exerceu na política estadual? Fora o animado desfile carnavalesco, sua trajetória política ainda é um livro praticamente em branco para a maioria da população.
É claro que fazer um bloco crescer, atrair público e virar tradição tem seu mérito. Mas administrar o RN exige muito mais do que trio elétrico, animação e boa vontade. Envolve contas públicas, crise fiscal, servidores, saúde, segurança e decisões duras — bem longe do clima de confete e serpentina.
Se a principal referência para se apresentar como “governadorável” for a criação de um bloco de Carnaval, o eleitor pode até cair na folia… mas dificilmente vai confundir gestão pública com brincadeira de Carnaval. Afinal, governar um Estado não é sair puxando bloco na avenida.


