A campanha para o Governo do Rio Grande do Norte começa a apresentar um ingrediente que pode mudar completamente o desenho da disputa: a polarização. Álvaro Dias (PL) e Cadu Xavier (PT) ocupam campos políticos claramente definidos e começam a puxar a eleição para um confronto entre direita e esquerda. Se esse movimento ganhar força, o RN pode começar a ficar pequeno para três candidaturas competitivas.
Álvaro busca consolidar o eleitorado da direita e vem avançando nas pesquisas, inclusive aumentando sua participação entre os eleitores identificados com Flávio Bolsonaro, conforme mostrou recentemente o cruzamento da Metadata. Cadu segue pelo caminho oposto: aposta na força de Lula no Estado e na fidelização do eleitor petista. O próprio nome político adotado na campanha — “Cadu de Lula” — deixa evidente a estratégia.
É justamente nesse cenário que Allyson Bezerra (União Brasil) passa a enfrentar seu maior desafio. Ele precisa impedir que a eleição seja transformada numa escolha entre os dois polos. Se o eleitorado começar a enxergar a disputa como Álvaro contra Cadu, direita contra esquerda, o espaço para uma terceira via competitiva tende a ficar mais apertado.




