Na campanha Marcelo Crivella disse que não mistururia política com religião. A promessa não resistiu a um e meio de governo. O bispo engoliu o prefeito, que passou a usar o cargo para oferecer facilidades aos irmãos de fé.
Crivella já havia cortado incentivos a eventos como a Parada Gay e a procissão de Iemanjá. Na quarta-feira, escancarou o jogo ao reunir cerca de 250 pastores no Palácio da Cidade. “Vamos aproveitar esse tempo em que nós estamos na prefeitura para arrumar nossas igrejas”, disse, em discurso gravado pelo O GLOBO. Num mimicípio em que milhares de pacientes esperam cirurgias, o prefeito do Rio de Janeiro ofereceu um atalho para os pastores furarem as filas nos hospitais.

Lógico que há pessoas bem intencionadas e inspiradas por Deus. Mas também o mundo está cheio de escroques insinuando que são representantes de Deus. O principal expediente desses trapaceiros é cobrar para intermediar uma possível convivência ‘valorosa’ entre o fiel e ‘Deus’.
Por que eu teria que entregar a décima parte do meu salário e outras ofertas para alguém intermediar minha convivência com Deus, meu próprio Pai?