
Senadores da CPI da Covid estão ouvindo, na manhã desta terça-feira (6), o depoimento da servidora do Ministério da Saúde Regina Célia Silva Oliveira, responsável por autorizar a compra da vacina indiana Covaxin.
Em sua primeira declaração, a servidora afirmou que nunca teve indicação política. “Nunca fui investida em nenhum cargo por indicação política. Minhas indicações foram exclusivamente por razões técnicas. Fui nomeada em várias gestões de ex-ministro”, informou e citou os nomes de José Serra, José Gomes Temporão, Marcelo Castro, Ricardo Barros e Eduardo Pazuello.
Regina Célia foi nomeada em 2018 pelo então ministro Ricardo Barros (PP-PR). O líder do governo na Câmara dos Deputados é pivô das denúncias de irregularidades nas aquisições do imunizante indiano pelo Executivo. Na pasta, ela atua como fiscal de contratos.
O nome da servidora foi citado durante o depoimento do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e do irmão Luis Ricardo Miranda, que chefia a divisão de importação do Departamento de Logística da Saúde.
Miranda relatou aos senadores do colegiado que a servidora “atropelou” o processo de importação do imunizante. Os irmãos Miranda estiveram na comissão para denunciar pressões internas no ministério para dar celeridade à liberação da vacina Covaxin.
Na oitiva, o servidor disse ainda que Regina Célia ignorou problemas na fatura gerada para compra das doses. A expectativa dos senadores, portanto, é de que a servidora seja questionada sobre estas pressões internas e de quem partiu a ordem para acelerar a importação da Covaxin.


Isto é uma CPI muito desprezível