
Pegue uma mulher, loira, morena ou ruiva. Pouco importa. Sorria, gema, grite. Um homem a domina. Pela frente, por trás, pelo lado. A câmera registra cada gesto, filma a penetração nos mínimos detalhes. A cena se repete. Não existe uma trama, nem cenário, mas um único objetivo: excitar o espectador através da filmagem do ato sexual em toda a sua crueza e artificialidade.
Hoje, os vídeos pornográficos mais vistos obedecem a esta sequência de imagens. Eles são baixados centenas de milhares de vezes por dia. A indústria da pornografia nunca viveu tempos tão felizes e fora de controle como nos últimos anos. Os sites como Xvideos, Xhamster e Youporno estão entre os mais clicados no mundo e oferecem todo tipo de material. Gratuitos, de fácil acesso e consumo, representam o fruto da evolução da rede e de uma sociedade que quer tudo e logo.
Se a oferta na internet está em plena expansão – alimentada pela produção caseira – a indústria tradicional balança e os filmes produzidos com regras sob medida são cada vez mais raros.



