- Troca de farpas entre Rogério Marinho e Allyson Bezerra expõe pobreza de propostas no cenário eleitoral
A campanha eleitoral no Rio Grande do Norte começa a dar sinais preocupantes quando o principal tema do debate político passa a ser um chapéu de couro.
Foi exatamente isso que aconteceu após a troca de críticas entre o senador Rogério Marinho e o pré-candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra.
Rogério ironizou o chapéu de couro utilizado por Allyson, chamou o acessório de “esquisito” e fez críticas ao estilo político do ex-prefeito de Mossoró. Em resposta, Allyson saiu em defesa do uso do chapéu de couro, explicando as razões culturais e políticas para utilizar o símbolo sertanejo.
O problema é que, enquanto isso, temas realmente importantes para o Rio Grande do Norte acabam ficando em segundo plano.
O Estado enfrenta problemas graves na saúde, estradas destruídas, dificuldades econômicas, insegurança pública e desafios históricos na geração de emprego e renda. Mesmo assim, setores da pré-campanha parecem mais interessados em discutir um chapéu de couro do que apresentar propostas concretas para a população.
Nos meios políticos, muita gente já comenta que o nível da campanha baixou demais quando um acessório passou a ocupar espaço central no debate eleitoral.
A avaliação é de que não tem cabimento uma disputa ao Governo do Estado transformar um chapéu de couro em assunto prioritário enquanto os grandes problemas do Rio Grande do Norte seguem esperando soluções reais e debates mais sérios por parte dos pré-candidatos.




