O senador Rogério Marinho (PL-RN) evitou endossar a tese de fraude nas eleições presidenciais brasileiras. Questionado diretamente sobre o assunto, foi categórico: “Eu não posso fazer essa afirmação, não tenho provas.”
Marinho procurou estabelecer uma diferença entre fraude eleitoral e possíveis irregularidades relacionadas ao abuso de poder econômico por parte da campanha vencedora. Segundo ele, são situações distintas e que não podem ser confundidas.
O senador também atribuiu as declarações de aliados bolsonaristas sobre supostas fraudes a um desabafo de quem se sente injustiçado diante dos acontecimentos políticos recentes.
Na prática, Rogério Marinho não teve coragem de sustentar a acusação de que as eleições foram fraudadas. Preferiu reconhecer que não dispõe de provas para fazer uma afirmação dessa gravidade.
E fica a pergunta: se nem Rogério Marinho, um dos principais aliados do bolsonarismo no Rio Grande do Norte, apresenta provas de fraude, em que se baseiam aqueles que insistem nessa acusação?




