
EM entrevista à rádio CBN Natal, o deputado estadual Nelter Queiroz (PSDB) não economizou palavras ao desenhar o que, segundo ele, seria a “chapa imbatível” para 2026 no Rio Grande do Norte: Allyson Bezerra governador, Nina Souza vice, e os senadores Álvaro Dias e Styvenson Valentim. A declaração, feita com entusiasmo, soou como um recado direto ao senador Rogério Marinho (PL), que sequer foi citado na composição idealizada por Nelter.
Ao excluir abertamente Marinho da formação, o deputado não apenas gerou burburinho nos bastidores políticos, como também colocou mais lenha na fogueira das articulações para a próxima eleição estadual. O gesto foi interpretado como uma tentativa de isolar o ex-ministro do núcleo mais desejado da oposição.
Até o momento, o senador Rogério Marinho engoliu em seco: optou pelo silêncio e não se pronunciou sobre a declaração do colega de parlamento. No entanto, aliados próximos já admitem incômodo com a movimentação de Nelter, vista como precipitada e desagregadora.
Ao apostar em nomes com apelo popular e forte presença em Natal e no interior, Nelter tenta emplacar um projeto político próprio — ainda que isso signifique confrontar líderes tradicionais do campo conservador. A fala do deputado, embora direta, expõe as rachaduras que já começam a surgir no bloco oposicionista, meses antes das convenções partidárias.
No xadrez político potiguar, a jogada de Nelter Queiroz ainda vai render muito comentário — especialmente porque deixou claro quem ele quer dentro, e fora, do jogo.

