
A chamada “chapa dos sonhos” anunciada pelo deputado estadual Nelter Queiroz mais parece um roteiro de ficção política do que uma construção viável. Com Allyson Bezerra (União) para o governo, Nina Souza (União) – esposa do prefeito de Natal – como vice, Álvaro Dias (Republicanos) como candidato ao Senado e o senador Styvenson Valentim (PSDB) no pacote, o projeto soa como um verdadeiro delírio político.
Nos bastidores, analistas já apelidaram a composição de “chapa entregação”, termo usado com ironia para indicar que seria como entregar o ouro ao inimigo. A escolha dos nomes – muitos deles com histórico de rivalidades, egos inflados e discursos incompatíveis – torna a montagem não só improvável, como também desastrosa para qualquer estratégia realista de oposição.
Nem mesmo entre eles há sintonia. O que parece unir os componentes da chapa é o desejo de protagonismo, não um projeto político coeso para o Rio Grande do Norte. Se dependesse dessa articulação, o eleitorado só teria a certeza de uma coisa: a entrega total das chances de vitória.
No fim das contas, parece que o único sonho mesmo é o de Nelter – e, pelo visto, nem os sonhados querem acordar dentro desse enredo.


O oráculo mãe-da-lua, de Jucurutu, quer dar uma de gaiato ou está pagando de puxa-saco?