
Numa tese endossada por Marina Silva, a cúpula da Rede insinua que a legenda mereceu dos cartórios um tratamento atípico. Afora a demora do processo de certificação das assinaturas, identificaram-se discrepâncias nas taxas de rejeição das rubricas. Excluindo-se Brasília e São Paulo, a média de exclusão foi de 19%. Incluindo-se Brasília e São Paulo, a taxa vai a 35%. No ABC Paulista, berço do PT, o índice roçou a casa dos 50%.
Para Marina e seus correligionários, cabe à Justiça Eleitoral, não à Rede, esclarecer o que se passou nos cartórios. Ao novo partido não resta senão reivindicar que sejam validadas as 95 mil rubricas refugadas sem justificativa. Algo que o TSE jamais fez. A encrenca será resolvida até quinta-feira. Em privado, os parceiros de Marina afirmam que ela deve ser tomada a sério quando diz que não irá se filiar a outro partido se arrostar um malogro no TSE.

