Luta dos agricultores de Oiticica provoca pesquisa pela Universidade Estadual do RN

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A Universidade Estadual do Rio Grande do Norte está realizando duas pesquisas sobre a construção da Barragem de Oiticica. Coordenados pela professora de História, Juvelina Santos os trabalhos estão sendo divididos em duas etapas. Um sobre a história da Barragem de Oiticica, que remonta há décadas, e o outro da luta e da resistência das famílias de agricultores pelos direitos sociais, através do movimento organizado, com o apoio de várias instituições, dentre elas a Igreja Católica.

“A idéia é a gente entender como a comunidade está se articulando. Que lutas estão sendo priorizadas. Qual é o dialogo existente entre o Estado e a sociedade civil organizada. Nós pretendemos inclusive fazer um trabalho com a memoria dos trabalhadores pra que no futuro as gerações percebam como é que se articulou essa luta na região”, explicou a professora.

Na entrevista concedida ao Panorama 95 (Rural FM) desta quarta-feira (11), a professora Juvelina relata que dentre os pontos surpreendentes da pesquisa foi ter chegado à conclusão de que, nem todos os agricultores são favoráveis à construção da barragem. “Nós encontramos uma resistência a barragem por parte de pessoas que não entende o projeto, já que ele não foi acordado com a sociedade, não é um projeto inteligível para a sociedade. Qual é a razão de Oiticica? É a questão hídrica no RN? É a questão do São Francisco? De oferecer segurança hídrica para as empresas do agronegócio? É isso que alguns ainda não conseguiram entender”.

Juvelina destaca também a importância que o Movimento dos Agricultores vem tendo para a garantia das obras sociais, e não apenas as físicas. “Eu acho que a historia não pode se repetir como tragédia. Em São Rafael a prioridade foi para a parte física da barragem. Aqui em Oiticica nós vimos que o processo inicia da mesma forma, a preocupação com a parte física, mas a parte social não. A luta de Barra de Santana é um grande exemplo para toda a sociedade do RN e outras barragens que serão construídas. Obriga o Governo do Estado a vir negociar com a comunidade, e isso mostra o poder de articulação da sociedade civil, e que as pessoas não estão esperando que seus salvadores da pátria digam o que vai ser feito, elas estão fazendo. Isso por si já é o exercício de cidadania que nós reconhecemos como relevante para a democracia desse País”, finalizou a professora.

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