A Planeta lança em outubro “Lampião e Maria Bonita”, de Wagner Barreira, biografia que mergulha em mistérios do casal.
O maior deles talvez seja a contabilidade de mortes causadas por Lampião: estima-se mil.
Wagner usou documentos do próprio cangaceiro: recados e bilhetes para coronéis, anotações que fez na parede de um bar na Bahia, e diálogos ouvidos por testemunhas e reproduzidos em livros.





A memoria de Virgulino Lampião, um dos maiores facínoras do nordeste brasileiro, tem sido glamourizada pelo oportunismo e pela ignorância. O brutal Lampião saqueava povoados e cidades. Bom de marketing, o bandido distribuía, aos miseráveis e aos garapeiros, toneladas de cereais, rapaduras e carnes, saqueadas das bodegas e dos mercados. Sim. O dinheiro e joias, saqueados das famílias abastadas, Lampião, que de besta não tinha nada, não repartia com os pobres.
Lá, em Mossoró, choveu muito na horta de Lampião.