
Na argumentação do pedido, Micarla de Sousa disse que a cidade americana tem baixo custo de vida e que por lá era teria tranquilidade, em virtude do anonimato. O motivo, segundo o pedido, seria o fato de a ex-prefeita ser “hostilizada” pela imprensa local, sendo alvo de piadas e motivo de chacota “em todas as camadas da sociedade”. Micarla alegou que não consegue ter uma vida normal em razão da proporção que tomaram as “lendas sobre sua pessoa”.
Walter Nunes negou o pedido, afirmando que a solicitação não é “razoável”. “O curso do processo e os atos processuais a ser praticados que dependam da atuação e participação direta da Requerente não podem ficar à mercê da sua vontade ou das contingências da aquisição de passagem área internacional”, disse o magistrado na decisão.
Novo Jornal




As razões para justificar uma viagem internacional, inclusive com mudança periódica de domilício por período relativamente longo, para quem responde ação penal de grande repercussão, com suposto envolvimento em esquema de corrupção, de fato, devem ser robustas. Prudente decisão de indeferimento.