- Rompimento político não pode virar imposição nem chantagem administrativa
A deputada estadual Isolda Dantas classificou como traição a decisão do vice-governador Walter Alves de seguir outro caminho político, alegando falta de diálogo com o PT e com a governadora Fátima Bezerra. Para a parlamentar, a escolha de Walter e do MDB implicaria, automaticamente, a entrega dos cargos que o partido ocupa na estrutura do governo estadual.
No entanto, há um ponto que o PT precisa observar com mais cuidado: a decisão política de Walter Alves é legítima e deve ser respeitada. Aliança política não é prisão, nem pode ser tratada como obrigação eterna. Divergir faz parte do jogo democrático, especialmente em um cenário de rearrumação eleitoral.
O MDB ocupa secretarias importantes no governo, e essa discussão deve ser feita com serenidade e maturidade política, sem discursos de descarte imediato. Respeitar a posição de Walter é também respeitar o próprio processo democrático que o PT diz defender.




