Rafael Motta (PDT) começa a explorar na campanha o fato de chegar aos 40 anos como um dos nomes mais jovens na disputa pelo Senado no Rio Grande do Norte. A juventude pode ser uma característica pessoal e até uma marca eleitoral, mas, isoladamente, não representa proposta, experiência ou garantia de bom mandato. Rafael, aliás, não é um estreante: já foi vereador de Natal e deputado federal, além de ter disputado o Senado em 2022, quando terminou em terceiro lugar, com cerca de 385 mil votos.
A discussão mais relevante deveria ser outra: o que Rafael pretende fazer se chegar ao Senado? Quais projetos defenderá para o Rio Grande do Norte? Qual será sua posição sobre desenvolvimento econômico, segurança, saúde, infraestrutura, geração de empregos e os grandes temas nacionais? Existem parlamentares mais jovens e mais velhos com atuações reconhecidas ou criticadas pelo eleitor. A idade, por si só, não determina a qualidade de um mandato.
Portanto, apresentar juventude como diferencial pode fazer parte da estratégia eleitoral, mas não substitui conteúdo. Para convencer o eleitor, Rafael terá de mostrar propostas e explicar por que sua experiência política o credencia para uma cadeira no Senado. Afinal, certidão de nascimento mostra idade; currículo e propostas é que permitem ao eleitor avaliar uma candidatura.




