
- PT fica isolado enquanto Walter e Ezequiel se movimentam em campos opostos e esvaziam o projeto governista
Não tem jeito. A única possibilidade, ainda que remota, de o PT montar uma chapa majoritária minimamente forte passaria pela entrada da deputada federal Natália Bonavides no jogo majoritário, seja disputando uma vaga ao Senado ao lado de Fátima Bezerra, seja encabeçando a chapa para o Governo do Estado, o que tiraria Cadu “de Lula” da cabeça da disputa. Nesse desenho, Cadu acabaria deslocado para a segunda vaga ao Senado.
O problema é que esse cenário não existe na prática. Pelo que já se sabe nos bastidores, Natália não abre mão da reeleição para a Câmara Federal. Ela não quer, e o marido também não quer. O projeto pessoal e familiar fala mais alto do que a necessidade partidária.
Sem Natália, a chapa do PT fica avacalhada. Cadu não empolga, não agrega alianças e não tem musculatura eleitoral. O partido segue isolado, sem nomes fortes e sem clareza estratégica.
O resultado é um PT visivelmente desnorteado, mais perdido do que cego em tiroteio, assistindo aos aliados históricos migrarem para outros projetos enquanto insiste em uma candidatura que não decola.



