Notas

Grossos (RN): gestão de Cinthia Sonale é desastrosa e a cidade é rica

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Grossos segue campeão de arrecadação de royalties de petróleo e gás. Agora em maio o repasse feito pela ANP foi de R$ 6,8 milhões. O acumulado do ano já alcança R$ 27 milhões, média mensal de R$ 5,4 milhões.

São recursos suficientes para transformar Grossos em um lugar bem estruturado e bom de se viver. Mas não é isso que acontece.

Localizado na Costa Branca, com pouco mais de 10 mil habitantes, o município tem problemas graves em áreas vitais como educação, saúde e infraestrutura.

Uma reportagem do Jornal de Fato mostrou que, em 2024, o ensino público de Grossos foi o 115º colocado entre os 167 municípios do Rio Grande do Norte na taxa de escolaridade, e o 3.775º posicionado entre os 5.570 municípios brasileiros.

Os dados são do IBGE.

Outro absurdo que contrasta com a receita milionária é que apenas 1,28% de domicílios é atendido com esgotamento sanitário adequado. Nesse quesito, Grossos aparece na 147ª posição no RN.

Pior ainda: apenas 11,2% de domicílios contam com urbanização adequada (presença de bueiro, calçada, pavimentação e meio-fio).

Mas por que essa disparidade entre arrecadação milionária e o cenário de degradação das áreas vitais?

 Resposta simples e direta: questão de prioridade.

A gestão da prefeita Cinthia Sonale, que exerce o segundo mandato, gasta milhões de reais com promoção de festas em praça pública, pagando cachês absurdos a cantores e bandas e valores exorbitantes em estrutura de som, palco e banheiros químicos.

Tudo isso na cara das autoridades responsáveis pela fiscalização e proteção do dinheiro público.

A população sofre.

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