Sem contar com uma defesa pública da presidente Dilma Rousseff após acusações de corrupção em sua pasta, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), tampouco contou nesta segunda-feira (7) com palavras de apoio dos líderes partidários que participaram da reunião de coordenação política no Palácio do Planalto.
De acordo com a revista “Veja”, um assessor de Lupi organizava um esquema de cobrança de propina de ONGs conveniadas da pasta. O ministro, que é também presidente do PDT, nega envolvimento com as supostas irregularidades. No sábado (5), ele afastou o coordenador de qualificação da pasta, Anderson Alexandre dos Santos, e pediu sindicância interna e investigações da Polícia Federal e do Ministério Público.
Questionada sobre as acusações na pasta do Trabalho, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, desconversou. “A reunião deu apoio unânime de todos os partidos, reforçando que a questão do emprego continua sendo de fundamental importância”, disse. “Temos a obrigação de prestar todos os esclarecimentos. Os ministros têm reiteradas vezes sido acionados para prestar esclarecimentos”, repetiu.


