O fim da greve da UERN ganhou repercussão nacional na tarde desta quarta-feira(14) na editoria de educação do Portal Uol de Notícias.
Confira a postagem:


O fim da greve da UERN ganhou repercussão nacional na tarde desta quarta-feira(14) na editoria de educação do Portal Uol de Notícias.
Confira a postagem:

Esta greve ficará marcada por vários motivos. Em primeiro lugar, pelo seu tempo de duração: foi a maior greve da história da UERN. Também ficará marcada pela participação em massa da comunidade acadêmica: a greve não só é dos professores e técnicos, mas também dos alunos. As reinvindicações dizem respeito a um tema fundamental: a necessidade de mais investimentos. A governadora diz que a UERN “custa” cerca de 500 mil reais diários. Nós, da comunidade acadêmica pensamos que o estado, melhor do que “gastar”, investe cerca de 500 mil por dia na UERN, sua única universidade pública estadual. Ora, isto pode parecer muito. Todavia, comparado com o orçamento de outras universidades isto não significa tanto assim. Comparando com a USP, que também é estadual, o orçamento anual da UERN corresponde apenas ao orçamento de um mês. Sem falar que em São Paulo são três as estaduais: a USP, a UNESP e a UNICAMP. Ou seja, no RN se investe um doze avos do que se investe em apenas uma das estaduais paulistas. Talvez seja por isto que a USP é a USP… E a UERN? A UERN parou durante mais 100 dias. Nós todos sabemos que outras greves virão, porque a educação serve bem para propaganda teórica (todos pela educação!), mas na prática encontra-se em estado lastimável, especialmente nas terras potiguares. Basta observar os resultados nacionais. Outro dia um político aqui de nossa cidade me disse: “Minha filha iria fazer direito na UERN, mas eu preferi pagar um curso particular para ela.” Aí eu perguntei: “mas, o curso de direito da UERN não é reconhecidamente um dos melhores do Brasil? Veja-se a aprovação dos egressos nos exames de ordem!”. E ele? Ele me disse: “Mas estudando na UERN, não se sabe quando se entra e se deve rezar para sair”. Eu o corrigiria dizendo que o problema não são as greves, mas os fatores que a elas leva: mais uma vez, descaso e falta de investimento. O próximo vestibular será em Março. Mas, parece ser preciso rezar para que os descasos se resolvam. Parabens a governadora pelo descompromisso.