Notas

Ficou para segunda feira

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À espera de um veredicto do Tribunal Superior Eleitoral para decidir se desembarca ou não do governo de Michel Temer, o PSDB adiou para o final da tarde de segunda-feira a reunião de sua Executiva Nacional. O encontro estava marcado para esta quinta-feira. Mas o partido preferiu ajustar o seu relógio ao ritmo do TSE. E o tribunal estima que o julgamento sobre a chapa Dilma-Temer pode invadir a sexta-feira.

A opção do tucanato por permanecer em cima do muro durante mais um final de semana expõe a divisão do ninho. Um pedaço do partido prega o rompimento imediato, pois avalia que a proximidade com Temer tornou-se tóxica. Outra ala concorda com o diagnóstico, mas sustenta que seria uma irresponsabilidade dar as costas para o Planalto antes da sentença do TSE. E há os quatro ministros tucanos, que hesitam em desocupar suas poltronas.

Para adensar a decisão do partido, o senador Tasso Jereissati (CE), que substituiu Aécio Neves no comando, cogita convidar os presidentes de diretórios estaduais para participar da Executiva. A divisão do PSDB favorece Temer. Num instante em que sua Presidência derrete, é melhor para o presidente ter alguns tucanos na mão do que um PSDB inteiro voando. O governo espera prevalecer no plenário do TSE. E acredita que o tucanato não terá como justificar a revoada.

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