A política do Rio Grande do Norte oferece dois exemplos frequentemente lembrados quando se discute a troca de um mandato no Senado pelo comando do Executivo estadual. As ex-senadoras Rosalba Ciarlini e Fátima Bezerra renunciaram aos seus mandatos para assumir o Governo do Estado após serem eleitas governadoras.
Na avaliação de analistas políticos, a decisão ilustra os riscos dessa escolha. O Senado oferece um mandato de oito anos, maior estabilidade institucional e menor desgaste cotidiano. Já o Governo do Estado expõe o ocupante a cobranças permanentes, crises administrativas e à pressão diária por resultados.
A experiência de Rosalba e Fátima costuma ser citada nesse debate porque ambas deixaram um cargo considerado mais estável para assumir a função mais exigente da administração pública estadual. Para quem compartilha dessa análise, a troca acabou não representando um bom negócio político, justamente pelo desgaste inerente ao exercício do governo.




