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Fátima comemora 1,4 mil celulares recuperados enquanto violência no RN exige respostas

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A governadora Fátima Bezerra participou nesta sexta-feira (18) da entrega de mais de 1.400 celulares recuperados pela Polícia Civil na primeira fase da Operação Última Chamada. Os aparelhos haviam sido registrados como produtos de roubos e furtos e estão sendo devolvidos aos proprietários. A operação utilizou tecnologia, inteligência e investigação para localizar os equipamentos que continuavam circulando no Estado.

A recuperação é resultado concreto da Polícia Civil e representa alívio para quem teve o patrimônio levado. Mas o próprio número chama atenção para a dimensão dos crimes patrimoniais: são mais de 1.400 aparelhos somente nessa etapa, enquanto mais de 2 mil celulares já foram recuperados desde o início da operação.

A presença da governadora na entrega transforma o resultado em vitrine para a política de segurança do governo. A questão é que a segurança pública não se resume à recuperação de celulares. Homicídios, assaltos, roubos, furtos, tráfico de drogas e atuação de organizações criminosas são problemas distintos que também exigem prevenção, investigação e repressão permanentes.

Portanto, os 1.400 celulares recuperados merecem reconhecimento como resultado policial. Mas usar isoladamente esse resultado como medida do desempenho geral da segurança pública seria insuficiente: uma avaliação mais ampla exige observar os diferentes indicadores de criminalidade do Estado e sua evolução ao longo do tempo.

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