
Um dos principais é o presidente da Confederação Brasileira do Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. A pouco mais de três anos da Copa do Mundo de 2014, a presidente não faz a mínima questão de esconder que não gosta do cartola. Vários fatores levaram a esse distanciamento. O principal deles são as denúncias de corrupção envolvendo o dirigente esportivo, tanto no âmbito da CBF quanto em decisões da Fifa relacionadas às escolhas das sedes para as Copas do Mundo marcadas para depois de 2014.
Dilma sabe que não pode interferir diretamente na administração da CBF. Como o próprio Ricardo Teixeira afirma, ele administra uma “entidade privada, sem um centavo de dinheiro público”. Mas reserva-se o direito de não atrelar a imagem do dirigente à sua imagem. Durante a cerimônia de sorteio das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, Dilma colocou Pelé entre ela e Teixeira. O embaixador da Copa no Brasil foi citado mais de uma vez no discurso presidencial, um deles antecedido pelo epíteto “meu querido”. Para Teixeira, um mero e frio “senhor”, protocolar.


