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Encontro do PMDB: Garibaldi diz em entrevista que não é candidato e fala sobre caso Agaciel Maia

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gari-imiraO PMDB potiguar promoveu hoje, segunda feira, dia 15 de junho, um encontro estadual para discutir seu projeto de governo para o Rio Grande do Norte. O evento contou com a participação do presidente estadual do partido, deputado federal Henrique Eduardo Alves, do senador Garibaldi Filho e do ex-ministro e deputado federal Eliseu Padilha (que preside a Fundação Ulisses Guimarães). Também estiveram presentes os deputados, prefeitos e vereadores do partido. 

No encontro, realizado no hotel Imirá (Via Costeira), o senador Garibaldi Filho declarou que a reunião servia exatamente para ouvir as bases do PMDB e acrescentou que não vai disputar o governo do Estado, mas a reeleição ao Senado. Garibaldi Filho deixou claro que isso não significa que o partido não poderá ter candidatura própria.

Na opinião dele, isso pode ocorrer desde que o PMDB tenha um candidato com condições de concorrer ao cargo. “Apoiarei quem vocês indicarem”, declarou. Ele deixou claro ainda que independente das decisões tomadas, o PMDB marchará unido. “A minha palavra é de luta. O meu compromisso é lutar cada vez mais por um Rio Grande do Norte melhor”, afirmou.

O presidente do PMDB estadual reforçou as declarações de Garibaldi, afirmando que a prioridade do partido é a reeleição do senador. E que a legenda ficará unida, independente das decisões que tomar quanto às eleições de 2010.

O ex-ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, repassou aos prefeitos e lideranças presentes a importância da manutenção dessa união, explicando que hoje, nada se define na política nacional sem que o PMDB seja ouvido. “Somos o maior partido do País”, disse.

ENTREVISTA – SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO:

“O SENADO NÃO PODE PERMITIR A IMPUNIDADE”

Antes de entrar no auditório do Imirá Hotel, o senador Garibaldi Alves Filho foi abordado um grupo de jornalistas. Na entrevista coletiva improvisada, foram abordados temas como as eleições 2010, o encontro do PMDB e o caso dos boletins secretos no Senado.

Garibaldi Filho defendeu apuração dos fatos e punição para os culpados. “Eu estou disposto a cooperar com isso no sentido de esclarecer o que for necessário quanto à minha administração”, afirmou.

Ainda na entrevista, Garibaldi Filho respondeu à indicação – feita por Eliseu Padilha – de que ele e o deputado federal Henrique Eduardo são bons nomes para concorrer à presidência da República. Confira abaixo a íntegra da entrevista…

1. Como vê o encontro estadual do PMDB?

Eu estou vendo com muita naturalidade. O partido está fazendo como todos fazem. Está discutindo primeiro nos bastidores. Está se ouvindo primeiro, ouvindo as bases, os companheiros, para decidir depois. Eu acho isso um encaminhamento que sempre foi dado às questões de natureza política.

2. O senhor será candidato á reeleição ou pensa em ser candidato a governador?

Não. Não tenho nenhuma pretensão de ser candidato ao governo do Estado. Eu já fui governador duas vezes, já disputei a eleição três vezes e não tenho nenhuma aspiração de ser candidato a governador. Acho que isso deve ser entregue àqueles outros companheiros que ainda não tiveram a experiência ainda de disputar um governo; àqueles que não viveram essa emoção, essa alegria.

3. Há possibilidade do PMDB ter candidatura própria?

Há possibilidade se tiver um candidato. Se não tiver um candidato viável, que empolgue e que esteja disposto e de terminado a assumir, eu acho que o PMDB não deve ter. O ideal seria o partido ter uma candidatura própria porque o partido se sentiria mais fortalecido com isso.

4. Eliseu Padilha defende uma candidatura própria do PMDB à presidência da República. E disse que o seu nome e o do deputado Henrique eram boas indicações para essa disputa. O que o senhor acha disso?

O ex-ministro disse isso porque está aqui (risos). Foi uma homenagem aos norte-rio-grandenses. Ele quis homenagear os norte-rio-grandenses. Se ele chegar à Paraíba, ele vai lançar paraibanos. Que ele não me ouça porque vai parecer que eu estou sendo muito mal agradecido.

5. Sua tendência, hoje, permanece no sentido de apoiar a senadora Rosalba Ciarlini para o governo, em 2010?

A minha tendência, a minha simpatia- a esta altura – não interessa tanto. Porque a gente tem de caminhar com objetividade para uma solução de consenso. Uma solução que não divida o partido. Não podemos permitir que um partido como este fique dividido.

6. Como o senhor está acompanhando as declarações do ex-diretor do Senado, Agaciel Maia?

Eu acho que tudo deve ser apurado. Que deve se aproveitar essas denúncias que foram renovadas e apurar tudo isso. Não podemos ficar no campo da denúncia, só da hipótese. Vamos apurar. Quem for imputado como culpado, deverá pagar. O Senado não pode permitir a impunidade. E eu estou disposto a cooperar com isso no sentido de esclarecer o que for necessário quanto à minha administração. Eu acho que todos devem colaborar para salvar a imagem, o conceito do Senado Federal.

7. Houve má-fé de Agaciel Maia ao praticar atos sem o seu conhecimento, já que o senhor diz que desconhecia esses atos?

Quem praticou isso usou de má-fé. Porque, que eu saiba, o Senado não precisava esconder os seus atos. Não posso acusar ninguém. O que posso dizer é que quem fez algo escondido, algum ato assim, realmente deve ser punido.

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