A prisão de executivos de empreiteiras sepultou de vez a ideia de um acordo criminal coletivo, que beneficiasse a todos, mas ao menos duas empresas negociam algum tipo de colaboração com a Justiça para tirar seus diretores da prisão. São a Camargo Corrêa e UTC Constran. Três integrantes da cúpula da Camargo podem ficar um mês na prisão: o presidente do conselho, João Auler, o presidente da empreiteira, Dalton Avancini, e o vice-presidente Eduardo Leite. Ricardo Pessoa, presidente da UTC Constran, também está nessa situação.
Os executivos ficaram em silêncio nos depoimentos à Polícia Federal, mas o advogado de Leite, Antonio Claudio Mariz de Oliveira, explicitou a negociação. “Vamos tomar conhecimento de todos os fatos e aí podemos colaborar com um depoimento mais específico na sequência”, disse. “Ele [Leite] poderá admitir [atos ilícitos] se forem verdade e colocar a mão à palmatória.” A Folha apurou que o silêncio foi uma forma de ganhar tempo enquanto a negociação não estiver fechada.
