A viagem do vice-governador Walter Alves (MDB) a Brasília, onde se reuniu com o presidente nacional da legenda, Baleia Rossi, garantiu sua permanência no comando estadual do partido até maio de 2027. Mas será que isso representa tanta coisa assim? Na política, prestígio e amizade ajudam, mas o que pesa mesmo é ter mandato e força eleitoral.
Walter mantém uma relação de amizade e confiança com Baleia Rossi, que continuará à frente da presidência nacional do MDB até lá. Entretanto, a derrota eleitoral de Walter abriu espaço para novas movimentações nos bastidores da legenda potiguar, especialmente entre lideranças que enxergam a possibilidade de uma renovação no comando partidário.
E é justamente nesse cenário que surge o nome do deputado federal eleito Dr. Bernardo Amorim (PV), apontado nos bastidores como interessado em assumir a presidência estadual do MDB. Com mandato conquistado nas urnas, Bernardo aparece como um nome a ser observado nas futuras articulações pelo controle da legenda no Rio Grande do Norte.
A questão é que Walter Alves poderá continuar presidente do MDB por força dos entendimentos com Baleia Rossi, mas isso não significa que tenha assegurado o comando partidário por tempo indeterminado. A partir de maio de 2027, uma nova composição poderá entrar em discussão.
Dr. Bernardo, por sua vez, ainda teria que construir as condições políticas e partidárias para transformar esse interesse em uma candidatura efetiva ao comando do MDB, inclusive considerando sua atual vinculação ao PV.
No fim das contas, a viagem de Walter a Brasília serviu para assegurar sua permanência temporária. Mas a disputa pelo futuro do MDB potiguar poderá ganhar novos capítulos.
E uma coisa é certa: amizade com Baleia Rossi tem seu valor. Mas, na política, mandato também pesa. E muito.




