Desgaste do governo ao protelar CPI da Petrobrás é maior do que se o colegiado já estivesse funcionando, diz Agripino

agripino CPI

O líder do Democratas José Agripino (RN) disse nesta terça-feira (13) que o partido não gastará energia com a comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Petrobrás instalada só no Senado porque sabe que as investigações nesse colegiado não serão conduzidas de forma isenta. Para isso, afirma o parlamentar pelo Rio Grande do Norte, a oposição vai concentrar os esforços pela instalação da CPI mista, com a presença de deputados e senadores. Nesta terça-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), chegou a indicar os nomes para a CPI do Senado – já que os oposicionistas não haviam feito as indicações -, mas a oposição pediu a retirada dos nomes da lista, o que provocará nova indicação por parte do presidente da Casa.

“Está muito claro que essa CPI só no Senado será chapa branca, que os governistas vão fazer ´o que seu mestre mandar’”, disse Agripino. Após pressão dos oposicionistas, a CPI mista foi instalada na semana passada e as indicações partidárias estão em aberto. Até agora, foram indicados 16 dos 32 nomes do colegiado, mas a oposição lembra que quando alcançar 17 nomes, a CPI mista poderá entrar em funcionamento. “Queremos uma investigação com a participação dos deputados para que eles tenham minimamente condições de investigar. O desgaste do governo para protelar a CPI mista é muito maior do que o desgaste que ele sofreria se a comissão parlamentar mista estivesse funcionando”, frisou Agripino. A comissão parlamentar vai investigar denúncias de irregularidades em contratos feitos pela Petrobrás, especificamente com a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

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