
Cunha tornou-se, sob Lula, um poderoso padrinho de nomeações em Furnas. Eleita, Dilma enxergou na estatal elétrica anormalidades eletrizantes. Desalojou a turma de Cunha. E deu abrigo a um protegido de Fernando Sarney, o gestor dos negócios da família de José Sarney.
Nessa época, Eduardo Cunha atribuiu a má vontade de Dilma à artilharia do PT do Rio. Absorveu o golpe e esboçou o troco: “É impressionante o instinto suicida desses caras. Quem com ferro fere com ferro será ferido.” Desde então, o Planalto segue os passos de Cunha na Câmara. Faz isso na tentativa de antecipar-se às armadilhas. Nem sempre consegue.




